Um ano do falecimento do Professor Aluísio Pimenta

9 de maio de 2017

Há um ano, após os crescentes problemas de saúde, morreu aos 93 anos o ex-presidente e fundador da FADECIT, Professor Aluísio Pimenta.

Nascido em 1923, Aluísio Pimenta foi um farmacêutico, educador e político brasileiro. Foi o Reitor mais jovem da Universidade de Minas Gerais (1964), hoje UFMG, mesma instituição onde se formou, defendeu seu doutorado e foi professor catedrático de Química Orgânica e Bioquímica da Faculdade de Farmácia (1951) e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, FAFICH (1952).

Após dois anos de sua criação, assume em 1991, como reitor da UEMG (Universidade do Estado) com a difícil missão de concretizar sua implantação.

Natural de Peçanha (MG), Aluísio Pimenta foi Doutor honoris causa da UERJ, membro da Academia Mineira de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, da Real Academia de Farmácia de Madrid (Espanha) e da Ordem Nacional do Mérito da França. Aluísio Pimenta foi, ainda, presidente da Associação Mineira de Farmacêuticos – AMF, fundador e vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia (1960), fundador e presidente do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (1962) e detentor de muitos outros títulos e condecorações.

Conforme divulgado pelo governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, em nota oficial no dia do seu falecimento, o professor Aluísio Pimenta foi uma referência acadêmica e uma pessoa sempre sintonizada com as causas sociais e com a defesa da democracia. Para ele, que afirma haver convivido com o professor, sua morte foi uma perda para Minas Gerais.

Homem sempre lembrado como “aquele à frente de seu tempo”, deixou marcas indeléveis através de seus escritos, de seus exemplos como homem público, educador, político, professor, escritor, além de sua agradável presença e refinada cultura.

Criador, entre outros ilustres personagens, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, a FADECIT, o professor Aluísio nunca abandonou sua crença na educação, como norteadora e elemento de transformação.

Hoje, a FADECIT, com seus 21 anos recém-cumpridos e inaugurando uma nova identidade, mantem-se fiel aos valores que seu fundador e ex-presidente quis incuti-la.

Gabriel García Marquez, no premiado livro, Cién años de soledad, afirmava achar ridículo o formalismo da morte. Que não lhe importava sua inevitável presença e sim com a vida. Que, portanto, quando alguém morria, não era uma sensação de medo que sentia, mas de nostalgia.

Daí que lembramos a data do 1º ano falecimento do Professor, não com tristeza desmesurada, mas com sincero respeito e admiração por uma figura que nos deixou uma riqueza cultural e um senso de comprometimento social importantes, se pretendemos, participarmos da construção de um Brasil melhor.

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